Puno / Peru

Uma autêntica viagem de imersão cultural às margens do lago Titicaca, o mais alto e navegável do mundo.

Localizada na região sudeste do Peru, às margens do Lago Titicaca, a cidade de Puno é a capital da região e província de mesmo nome. Com uma população superior a 150 mil habitantes, Puno é importante por sua produção agrícola, criação de alpacas e lhamas, além de possuir um dos principais atrativos turísticos da cultura peruana: As ilhas flutuantes dos Uros, que ficam literalmente perdidas em meio a paisagens indescritíveis do Lago Titicaca.

Devido à sua localização entre o lago e as montanhas que a cercam, a pouca quantidade de terra plana entre ambos fez com que Puno expandisse para cima das encostas. A 3.827 metros acima do nível do mar, Puno, devido à esta altitude, oferece condições climáticas extremas e incomuns às latitudes tropicais. Não há excesso de calor e, durante o inverno, as temperaturas facilmente ficam abaixo de 0º C.

As ilhas flutuantes dos uros e o Mirador El Condor

Em um dos pontos mais altos de Puno está o Kuntur Wasi ou Mirador El Condor, que abriga uma grande escultura do pássaro, que segundo à mitologia inca, representa a figura da imortalidade. Ao envelhecer, diz a história, ele passa por uma morte simbólica, retornando então ao ninho nas montanhas para renascer em um novo ciclo. Simboliza a força, a inteligência, e é de extrema importância para os peruanos. O caminho até a escultura é longo e íngreme, mas ao chegar neste ponto da cidade, é possível obter uma vista dos arredores e do belíssimo Lago Titicaca.

Sem dúvida o principal atrativo de Puno são as ilhas flutuantes dos uros, construídas de totora, uma vegetação nativa da região, e que possuem mais de 2 metros desse material submerso para que haja a flutuação. A totora é utilizada para a construção de quase tudo e ajuda os uros a sobreviver. Dela eles fabricam suas casas, camas, barcos e artesanato. Uma ilha flutuante pode abrigar mais de 10 famílias e, hoje em dia, estima-se que mais de 2 mil uros vivam no meio do Lago Titicaca. Os uros descendem de uma etnia milenar da região do lago, que de acordo com as lendas locais, falavam uma língua chamada pukina, já extinta.

Taquile: Não roubarás, mentirás ou será preguiçoso

Ainda no Lago Titicaca encontramos a Ilha Taquile, que possui uma população superior a 2 mil habitantes e a língua dominante é o quéchua. A sociedade Tachy, baseada no trabalho coletivo, tem como norte o código moral inca “ama lulla, ama quilla” (basicamente “não roubarás, mentirás ou será preguiçoso”). Os habitantes de Taquile são conhecidos por seus tecidos, artesanatos e pela cultura primitiva da ilha, onde as influências da modernização do continente parecem não ter promovido grandes alterações em seu modo de vida. Uma curiosidade de Taquile, é que lá, quem tece são os homens. Eles aprendem a manusear a lã a partir dos 5 anos de idade e fazem seus próprios adornos, além de artesanatos para a comercialização. O gorro taquileño masculino é cheio de tradição, e você vai se surpreender com a agilidade que eles o fazem e a qualidade dos pontos quase imperceptíveis.

Puno é a principal cidade do altiplano do sul. Na Plaza de Armas da cidade pode-se visitar sua Catedral, construída em homenagem à Virgen de La Candelaria, padroeira da cidade desde o ano de 1757. Ao longo da Calle Lima (rua fechada para pedestres passearem como se fosse um calçadão), estão os principais bares, restaurantes e lojas de Puno. Além da Calle Lima há outros pontos espalhados pelos centro da cidade onde se é possível encontrar artesanatos a preços muito convidativos. Entre os demais atrativos turísticos de Puno estão o Yavari (barco inglês ancorado em Puno desde 1862), O Museu Caros Dreyer e a Casa do Conde de Lemos, moradia do fundador da cidade.

Ruínas de Sillustani, sítio arqueológico nos arredores de Puno

Aos arredores de Puno estão as Ruínas de Sillustani, o principal sítio arqueológico da região, com imensas torres funerárias construídas pelos tiahuanacos. As ruínas ficam em Atuncolla, a 34km do centro de Puno, e destacam-se por suas cullpas gigantescas, torres de pedra utilizadas como sarcófagos, que podem atingir até 12 metros de altura. Os diferentes tipos de túmulos encontrados são consequência das diferentes ocupações da necrópole, estando entre as principais as dos povos tiahuanacos, collas e os incas.

Seja por sua posição estratégica no eixo que liga Cusco a La Paz, na Bolívia, ou por suas culturas ancestrais, aliadas às belezas naturais da região, às suas ruínas arqueológicas e templos coloniais, Puno oferece ao visitante inúmeras alternativas de cultura, lazer e gastronomia, sendo uma das cidades mais visitadas do Peru.

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Guto Prior é turismólogo por paixão e viajante por opção, sócio-fundador da UP Turismo e blogueiro em www.vocenaviagem.com.br.

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Dicas de viagem para Puno

  • Puno está a quase 4.000 msnm - abuse do chá e das folhas de coca para evitar desconfortos e principalmente dores de cabeça.
  • Ao fazer o passeio de barco por Uros e Taquile, vá de tênis e leve água e protetor solar.
  • Os Uros cobram por tudo, e alto... saiba pechinchar... afinal, eles precificam tudo em dólares. Até o passeio em seu barco de totora é cobrado!
  • As subidas em Taquile podem ser realmente exaustivas. Faça o seu tempo para subir as ladeiras. O guia sempre espera por todos na praça principal antes de começar o almoço!
  • Não deixe de andar pela Calle Lima e ver seus restaurantes e lojinhas, mas prepare-se para ser "bombardeado" por vendedores.
  • A festa mais importante de Puno acontece sempre na primeira semana de fevereiro: Fiesta de La Virgen de La Candelaria.
  • É possível chegar a Puno de ônibus turísticos que saem de Cusco e têm guias e almoços incluídos, além de paradas para visitas às ruínas que compõem a Rota do Sol.

Puno: onde comer, beber e sair

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